Meu nome é Celso Ferrarini. Sou formado em comunicação e adoro livros e filosofia.
Mas sempre estive na área de informática.
Comecei a montar PCs aos 13 anos, na época dos 386, e nunca parei. Levava todos os dias para a escola uma caixa de disquetes formatados, porque nunca se sabia o que poderia trazer para casa: um jogo novo, um aplicativo… Era assim que as novidades circulavam no fim dos anos 80 e começo dos anos 90. Muitas amizades se formavam em torno de compartilhar programas, o que envolvia visitar a casa do amigo. Era comum aparecer um grupo de garotos, às vezes você nem conhecia, apenas indicado por outro amigo. Depois vieram as BBS (Bulletin Board Systems) para compartilhar arquivos, imagens e textos, que tiveram seu auge até 1995, quando a internet começou a se popularizar, e foram desaparecendo aos poucos. Algumas se transformaram em ISPs por um tempo.
Esse assunto merece um artigo à parte, que pretendo publicar.
Era complicado manter arquivos, porque os HDDs eram muito pequenos — 40 MB, no máximo 80 ou 120 MB. Os disquetes, além de pequenos demais (1.2 ou 1.44 MB), não eram muito confiáveis e acabavam se tornando volumosos. Era comum apagar algum programa grande para instalar outro novo. Quando os discos ficavam muito usados, apareciam setores defeituosos que corrompiam os dados, que podiam ser reparados com o Norton Disk Doctor, um processo extremamente demorado. Por isso, muita coisa se perdeu ou ficou espalhada, e só está sendo possível localizar graças ao Internet Archive, que mantém viva a memória da computação e da internet.
Era preciso usar ARJ ou PKZIP para compactar programas em volumes de 1.44 MB e gravar em cada disco, um processo complicado e demorado.
Em torno de 1995, o maior HDD disponível era de cerca de 1 GB, geralmente SCSI. Não havia IDE nesse tamanho; eles custavam cerca de US$ 1.000, mais US$ 1.000 por uma controladora SCSI. No final dos anos 90, a escassez de armazenamento deixou de ser um problema: os gravadores de CD e DVD se tornaram acessíveis, e os HDDs IDE já eram grandes o suficiente para não precisar apagar nada constantemente. Nessa época, os discos tinham em torno de 20 GB e eram bem mais rápidos.
No entanto, a praticidade da internet e a facilidade de gravar dados em mídias como CDs e drives USB acabaram distanciando os "clubinhos" de amigos. Embora houvesse dificuldade técnica para lidar com tudo, havia um contato pessoal e amizades mais próximas. Não existiam fóruns para tirar dúvidas, mas a Web 1.0 era fantástica, cheia de páginas pessoais e de interesses. Muitas dessas páginas se perderam, pois estavam hospedadas em serviços como Geocities e outros hosts gratuitos. Era comum registrar um domínio para escrever sobre seu autor ou músico favorito, criar um fórum em CGI ou um simples site estático em HTML sobre um filme que você gostava. Antes que surgissem redes sociais como Facebook ou Reddit, essas páginas eram geralmente feitas por estudantes e entusiastas que ficaram "órfãos" das BBS. O mecanismo de busca Altavista era muito eficiente, porque o conteúdo simples em HTML era totalmente transparente e fácil de indexar. Hoje, quase tudo está em bancos de dados, que os mecanismos de busca não indexam tão bem, e é por isso que muitas informações antigas se tornaram difíceis de encontrar.
Brasão Heráldico da Família Ferrarini
Este brasão de armas foi obtido pelo meu bisavô, Domenico Ferrarini. O carimbo traz o nome "Archivo Araldico Internazionale", cujo representante aparece em outro selo, onde se lê: Margheriti Nazzareno, Rappresentante dell'Archivio Araldico Internazionale di Roma, Escritório: Rua Campos Salles n.º 38, São Paulo. Supostamente foi ele quem desenhou o brasão.
Tanscrição do Brasão de Armas original:"Domenico. Originaria da Trengnago (Verona). Questa illustre famiglia conosciuta nel 1110. Um Gaspare fu al sirvizio di Re Ruggero ove dal medesimo Re, era tenuto com molta considerazione. Altro Giuseppe, nel 1278 se distinse nella guerra dei Padovani contro i Veronesi Arma di azuro e rosso al monte di tre punte di verde all aquila Bicipide a una stella d´oro."
Tradução:“Domenico. Originária de Trengnago (Verona). Esta ilustre família é conhecida desde 1110. Um certo Gaspare esteve a serviço do Rei Ruggero, pelo qual era tido em grande consideração. Outro, Giuseppe, em 1278, distinguiu-se na guerra dos Padovani contra os Veronesi. Armas: de azul e vermelho, com um monte de três picos em verde, uma águia bicéfala e uma estrela de ouro.”
Nesta foto, meu bisavô Domenico e meu avô Alfredo Ferrarini estão ao centro, junto com a mãe e as irmãs.
A foto foi tirada em São Paulo. Domenico deu aos filhos nomes de personagens de óperas. Uma das filhas chamava-se Alzira e a mais nova, se bem me lembro, Lydia. Ele era empreiteiro e associado a um famoso Bresser, e juntos construíram muitas áreas residenciais no Brás e na Mooca.
A seguir, minha tentativa de desenhar o brasão de armas!
Esta imagem está em PNG com fundo transparente
A seguir algumas variações em vetor SVG.
Essa pesquisa sobre a familia Ferrarini foi conduzida por Severino Ferrarini do canal Lengua Mare do Youtube